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Solicitações e Recolhimento do Mercado

Relatório da RACIM: atualização sobre medicamentos recolhidos por motivos de segurança em outros países e a sua permanência na Argentina

(Informe RACIM: Actualización sobre medicamentos retirados por motivos de seguridad en otros países y su permanencia en Argentina)
A. Brizuela, M. Caffaratti, M. Cañás, D.E. Domosbian, E. Giraudo, A.M. González, A. Lorenzo, C. Manassero et al
Rede Argentina de Centros de Informação de Medicamentos (RACIM), março de 2026
http://cime.fcq.unc.edu.ar/wp-content/uploads/sites/15/2026/03/Informe-RACIM-2026-Medic_retirados_permanencia_Arg.pdf
Traduzido por Salud y Fármacos, publicado em Boletim Fármacos: Farmacovigilância 2026;3(3)

Introdução. A partir da RACIM, solicitou-se à ANMAT a revisão de fármacos com problemas de segurança e que foram retirados da comercialização noutros países. A solicitação da RACIM surgiu da publicação em 2022 do artigo de Buschiazzo e colaboradores, de um relatório da Rede de dezembro de 2022 e, em abril de 2023, foi enviada uma nota dirigida à Direção de Avaliação e Registo de Medicamentos da ANMAT.

Finalmente, a solicitação foi formalizada em agosto do mesmo ano por meio do processo: EX-2023-95571036-APN-DGA#ANMAT. Paralelamente, foi publicado um artigo com uma atualização de medicamentos retirados noutros países até ao ano de 2023 inclusive. Até a data do presente relatório, a ANMAT não comunicou oficialmente os resultados das avaliações dos fármacos questionados à RACIM, nem tomou ações regulatórias a esse respeito.

Dados atualizados em fevereiro de 2026. Em fevereiro de 2026, são 19 os princípios ativos encontrados em 58 especialidades medicinais comercializadas na Argentina que aguardam uma revisão da Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (ANMAT). Trata-se de medicamentos que foram retirados do mercado noutros países devido aos seus efeitos adversos graves, de acordo com a bibliografia citada.

Alguns exemplos da permanência no mercado argentino dos princípios ativos desde a sua retirada em algum dos países referenciados incluem a di-hidroestreptomicina com 55 anos de permanência, ou o ácido gadopentético intravenoso com 7 anos (Figura 1).

Os princípios ativos que permanecem no mercado argentino, tais como a benzocaína, clofibrato, cumarina e domperidona injetável (Tabela 1). Por outro lado, a As especialidades medicinais cujos princípios ativos já não são comercializados na Argentina, como a acetanilida, caproato de hidroxiprogesterona e hidroxietilamido (Tabela 2).

No caso da fenazona, fenolftaleína, nitrofurazona e pectina, alguns laboratórios cancelaram os certificados e outros não, pelo que continuam a existir outras especialidades medicinais no mercado argentino. Isto evidencia a necessidade de ações regulatórias tomadas em tempo útil.

A RACIM é integrada por diversos centros de informação de medicamentos de universidades e colégios profissionais da Argentina, como o CIME-FFyB-UBA e o CIME-FCQ-UNC. A informação fornecida tem como fim promover o uso racional do medicamento e destina-se a profissionais da saúde e ao público. Você pode continuar a leitura no link do cabeçalho.

creado el 24 de Julio de 2026