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Interações

Etinilestradiol + clormadinona: tromboembolismo venoso

(Ethinylestradiol + chlormadinone: venous thromboembolism)
Prescrire International 2025; 34 (267): 49
Traduzido por Salud y Fármacos, publicado em Boletim Fármacos: Farmacovigilância 2025;2(3)

Uma combinação estrogênio-progestógeno contendo 30 microgramas de etinilestradiol mais 2 mg de clormadinona é autorizada como anticoncepcional oral monofásico em vários países europeus sob a marca Belara° [1,2]. Durante muito tempo, o risco associado ao uso da clormadinona para esta finalidade permaneceu mal caracterizado [1].

Em março de 2024, as agências reguladoras de medicamentos italianas e alemãs publicaram os resultados de uma meta-análise de quatro estudos epidemiológicos que avaliaram esse risco em um total de 12.710 mulheres expostas a essa combinação, em comparação com 18.669 mulheres expostas a outro anticoncepcional combinado (etinilestradiol 30 microg + levonorgestrel 0,15 mg) [2,3].

As mulheres expostas à combinação de etinilestradiol + clormadinona apresentaram um risco mais elevado de tromboembolismo venoso, com uma razão de risco (HR) de 1,3 (intervalo de confiança de 95% 0,7-2,1). Este resultado não é estatisticamente significativo, mas, dado o amplo intervalo de confiança, não se pode excluir um risco relativo consideravelmente superior a 1,0 [2,3].

Em 16 de abril de 2024, o resumo francês das características do produto (SmPC) para Belara° mencionava que “ainda não se sabe como o risco [de tromboembolismo venoso] se compara ao das combinações contendo levonorgestrel” [4].

Em 2024, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) avaliou o risco de tromboembolismo venoso em 10.000 mulheres expostas a um anticoncepcional combinado de estrogênio e progestógeno durante um ano como aproximadamente:

  • 5 a 7 casos com etinilestradiol combinado com um progestógeno como levonorgestrel, norgestimato ou noretisterona, e um risco “talvez na mesma ordem de grandeza” com nomegestrol;
  • 6 a 9 casos com etinilestradiol combinado com clormadinona;
  • 8 a 11 casos com etinilestradiol combinado com dienogest;
  • 9 a 12 casos com etinilestradiol combinado com gestodeno, desogestrel ou drospirenona;
  • 6 a 12 casos com etinilestradiol combinado com etonogestrel ou norelgestromina [2,3].

O risco é de 2 casos por 10.000 mulheres por ano para aquelas que não tomam um anticoncepcional combinado.

NA PRÁTICA. O padrão de tratamento para a contracepção oral combinada é uma combinação de etinilestradiol (20 a 40 microgramas) com um progestógeno com um equilíbrio bem estabelecido entre riscos e benefícios, como o levonorgestrel [5].

Referências

  1. Prescrire Rédaction “Contraceptifs oraux estroprogestatifs. Contraceptifs oraux progestatifs, en prise continue (commercialisés en France au 2 avril 2024)” Rev Prescrire 2024; 44 (487): 352.
  2. Agenzia Italiana del Farmaco “Combined hormonal contraceptive (CHC) – chlormadinone acetate/ethinylestradiol. Slightly increased risk of venous thromboembolism in women using chlormadinone acetate and ethinylestradiol containing combined hormonal contraceptives” 22 March 2024: 3 pages.
  3. Bfarm “Kombinierte hormonale Kontrazeptiva – Chlormadinonacetat/Ethinylestradiol: leicht erhöhtes Risiko für venöse Thromboembolien bei Frauen, die kombinierte hormonale Kontrazeptiva anwenden, die Chlormadinonacetat und Ethinylestradiol enthalten” 2024: 6 pages.
  4. ANSM “RCP- Belara” 16 February 2023.
  5. Prescrire Rédaction “Contraception” Premiers Choix Prescrire, updated March 2024: 8 pages.
creado el 22 de Agosto de 2025